Children of Men

•Outubro 9, 2007 • 2 comentários

Children of Men

Ontem depois de muito tempo de já o ter, consegui finalmente ver o filme do Alfonso Cuarón, baseado no livro de P.D. James “Children of Men”.

O filme retrata a sociedade no ano de 2027 que na qual a pessoa mais jovem tem 18 anos de idade, ou seja, durante quase duas décadas existe uma crise de fertilidade no mundo, não se consegue procriar! O que cria uma reacção causa-efeito muito catastrófica para o mundo. O filme passa-se em Londres, mas num universo completamente diferente! De todos os filmes que tentam recriar um universo diferente com um clima apocalíptico, talvez “Children of Men” o consegue na perfeição, com um belo elenco, como Clive Owen (ex-activista), Julianne Moore (activista) e Michael Caine (ex-cartoonista e hippie) e com um espectacular realizador, o mexicano Cuarón.

Dizer que Children of Men é um filme de ficção cientifica é talvez um pouco redutor, claramente o é! Mas a realidade tão real de cada cena, as pequenas gotículas de sangue que ficam na câmara, só aí nos apercebemos que estamos a ver um filme! Também foca a parte humanitária, com o retrato da sociedade na altura, etc e claro tem um final de sonho altamente religioso e ecléctico.

Sim Sr Cuarón conseguiste surpreender-me mais uma vez, obrigado pelos Filhos do Homem

Monty Python and The Flying Circus

•Junho 13, 2007 • Deixe um Comentário

Em 5 de Outubro de 1969, entra no ar uma série cómica que veio alterar o universo televisivo mundial!

Monty Python, compostos por Eric Idle, Graham Chapman, John Cleese, Michael Palin, Terry Gilliam e Terry Jones, criaram um novo conceito na comédia televisiva, com um novo estilo, altamente satirico e audaz, primando pela estupidez requintada, com os seus “sketches” anarquicos cheios de humor negro e completamente absurdo. Alcançaram o limite da estupidez e da critica e talvez por isso são os melhores comediantes que alguma vez alguem poderá ver!

O programa composto por 4 temporadas divididas por 45 episódios cada, marcaram a vida de imensa gente, inclusivé a minha, quando no longiquo programa “5 noites 5 filmes” na RTP2 deu o Monty Python and The Holy Grail, foi aqui que descobri os seus filmes e fiquei estupidamente impressionado com o nonsense conseguido nas cenas, claro que aprofundei e descobri o “Flying Circus”, começei a ver e derreti-me logo…

Mais tarde arranjei o Best Of Monty Python e levou-me a escrever estas pequenas palavras mas de muito mas muito louvor e apreço para os supra-sumos da comédia, os Monty Python.

Ninguém pode ficar indeferente ás cenas do Dead Parrot, The Spanish Inquisition, The Lumberjack Song, as sátiras aos Maçons, nos filmes temos o Cavaleiro Negro, O Brian, O sentido da Vida, enfim temos uma panóplia de momentos verdadeiramente brilhantes

Uma curiosidade, o SPAM como hoje conheçemos, foi criado graças aos nossos amigos, num dos quadros que fizeram repetiram tantas as vezes a palavra SPAM, marca de um enlatado, que um grupo de advogados pegou na ideia e iniciou a primeira mensagem de SPAM na internet em 1994!

Então para termos uma noção do trabalho realizado por estes monstros da comédia, em 1969, iniciaram o seu programa televisivo, Monty Python and The Flying Circus, até 1974, em 1971, o primeiro filme, And know For Something Completely Different (conjunto de quadros estilo best of da primeira e segunda época do Flying Circus), em 1972, escreveram 2 episódios de 45 min cada para uma estação de televisão alemã. Seguiram-se os filmes, em 1975 o Monty Python and the Holy Grail, em 1979, The Life of Brian, em 1982, Monty Python Live at the Hollywood Bowl, em 1983 o The Meanig of Life e em 1989 Erik, The Vicking, o filme mais sério do grupo com perspectivas interessantes sobre o conceito de fé.

Ainda nas artes de palco, no teatro, criado por Eric Idle Monty Python’s Spamalot.

Para um conhecimento mais aprofundado, estes links ajudam :

www.pythonline.com – site mantido pelo Eric Idle;

blog cheio de videos, áudio, fotos, entrevistas e artigos!

T.E Lawrence – Lawrence Of Arabia…

•Abril 2, 2007 • Deixe um Comentário

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    Arievilo diz:

    Neste fim de semana vi o grandioso filme do David Lean, à coisa de 3 semanas vi o outro grande filme dele, “A Ponte sobre o Rio Kwai”, adorei, todo o drama e a capacidade de resistir às adversidades estão bem impressas naquele filme, e claro construir bem a ponte mesmo que seja para destruir-la no fim…

    Bem vi o Lawrence da Arábia ontem, comecei a vê-lo na sexta-feira…sim o filme é grande, mas é tão grande (de duração) que só isso já o torna majestoso! Sim é uma experiência avassaladora. A edição que me emprestaram é a versão especial onde o filme está dividido em dois, e conforme os desígnios do realizador, David Lean, vê-mos a introdução em fundo preto e só a música e o intervalo também..acho maravilhoso, pois podemos absorver a musica de Maurice Jarre na sua plenitude.

    Bem o filme só visto…3h30m praí, mas vale todos os minutos, não se adormece..bem o filme era impossível fazê-lo agora como foi feito à uns 45 anos! Acreditem ou não aquilo que vocês vêm na tela é exactamente o que foi feito…não há cá efeitos especiais, foi filmado no deserto a temperaturas que oscilavam entre os 44ºC e os 50ºC! Sim e os actores não tinham duplo! Imaginem nos dias de hoje…paneleirinhos que iam ser…sim uma salva de palmas para o grande Peter O’Toole, Omar Shariff, Anthony Quinn, Alec Guinness…todos eles estiveram presentes no que digo de minha justiça e vale o que vale o melhor filme de sempre! Sim podem argumentar, não tem uma única mulher, não tem muita acção e não tinha gente conhecida…mas o filme é espectacular..filmado no deserto. Porem uma caravana a uns 5 km de distância das câmaras para se poder ver o deserto na sua grandiosa essência…simplesmente fantástico.

    O filme retrata a história factual e cronológica de um homem, o sr. T. E. Lawrence, mais conhecido como Lawrence da Arábia, ou Al Lawrens, como o povo árabe lhe chamava. Bem Galês de origem, serviu as forças armadas Inglesas. Em 1914 inicia, a serviço dos serviços secretos ingleses, uma carreira militar no Médio Oriente. Lawrence identificava-se com a causa árabe e os seus conhecimentos sobre a região, exercito turco, noções da soberania árabe, fazem de Lawrence o conselheiro logístico de Feisal, príncipe um dos lideres da revolta árabe, e põe-lhe à disposição um exercito de 10 mil homens!

    Lawrence através de acções de guerillha, explodindo comboios, consegue reverter a situação árabe face ao império turco, e tudo culmina no ataque a Damasco em Outubro de 1918. Em 1919 é nomeado conselheiro da delegação árabe na Conferência da Paz em Paris, onde viu, as promessas de reconhecimento da soberania da nação árabe serem desfeitas, em 1922 participou na Conferência de Cairo como consultor dos assuntos árabes da Divisão do Médio Oriente.

    Em 1927, embaraçado com o nome Lawrence da Arábia, muda o nome para Shaw, ingressa na Força Aérea Inglesa onde foi piloto.

    Recuando um pouco, T. E. Lawrence, em 1919, escreve o livro, cujo titulo : “Sete Pilares da Sabedoria”, provem de uma frase da Bíblia no livro dos Provérbios (IX,1). Numa estação perde os manuscritos e em 1920 escreve uma nova versão. Não gostando desta, destrói-a e escreve outra em 1926 e foi só feita para amigos e escritores,depois foi publicada pela primeira vez em 1935.

    Um escritor britânico resumiu-a desta maneira:

    “Descreve a revolta na Arábia contra os turcos, vista por um inglês que nela tomou parte. No que seria aparentemente uma simples crónica militar, Lawrence da Arábia teceu um painel inusitado de retratos, descrições, filosofias, emoções, aventuras e sonhos. Para levar a cabo sua missão, serviu-se de uma extraordinária erudição, uma memória impecável, um estilo que ele próprio inventou… uma total desconfiança em si mesmo e uma fé ainda maior”.

    Em 1935 com 45 anos, T.E. Lawrence morre vitima de uma acidente de moto em Inglaterra.

    Em 1962, David Lean realiza o filme “Lawrence da Arábia”, onde ganhou 7 Óscares, melhor filme, melhor realizador, melhor edição, melhor direcção de arte – a cores, melhor fotografia – a cores, melhor som e melhor banda sonora.

    Em resumo o filme trata de vida de uma personagem enigmática e carismática que influenciou um país cheio de tradições…

Os Planetas

•Março 29, 2007 • Deixe um Comentário

Arievilo diz:

Gustav Holst nascido em 21 de Setembro de 1874 em Cheltenham, em Inglaterra, foi um conhecido compositor inglês e professor de música durante 20 anos. A sua obra mais famosa são os planetas.

Holst e sua mulher Isobel compraram uma bela propriedade nos arrededores de Essex e aí rodeado de edifícios medievais iniciou a sua mais conhecida obra – Os Planetas. Influenciado pelo astrólogo Raphael cujo livro que falava dos planetas enquanto responsáveis pelos assuntos mundiais, começou a orquestrar temas para os diferentes planetas conhecidos na altura, então atribuiu a cada um dos planetas, temas.

1. Marte – Mensageiro da Guerra;

2. Vénus – Mensageiro da Paz;

3. Mercúrio – Mensageiro Alado;

4. Júpiter – Mensageiro da Alegria;

5. Saturno – Mensageiro da Velhice;

6. Úrano – Mágico;

7. Neptuno – Misticismo;

E foi assim que Holst produziu a sua obra, numa primeira fase criou Marte, Vénus e Júpiter e depois Saturno, Úrano, Neptuno e Mercúrio. Acabou o seu espólio dos planetas em 1916 e influenciou muitos compositores com esta obra magnífica!

Uma das minhas preferidas é também muito conhecida, Marte, este tema foi utilizado como base por imensos compositores para criarem temas para as suas obras, mais recentemente e a nível cinematográfico podemos observar as mesmas dinâmicas da musica de Holst em faixas do filme O Gladiator (de Riddley Scott) de Hanz Zimmer e Dracula de Bram Stoker’s (do Francis Ford Coppola) de Wojciech Kilar.

Espero que gostem da obra, é uma das minhas preferidas…

And The Oscar Goes To:

•Fevereiro 26, 2007 • Deixe um Comentário

Arievilo diz:

Sim sim eu sou daqueles que ficam um domingo à noite até altas horas da madrugada para ver os Oscares. Se vale a pena, não sei, para mim ver coisas como, a Ellen Degeneres pedir ao Spielberg para lhe tirar uma foto com o Clint Eastwood, assistir a um reconhecimento sentido de uma das mais emblemáticas figuras da história do cinema, ver o Ennio Morricone emocionadissímo a receber o seu mais que merecido prémio, com o seu discurso traduzido na hora pelo grande Clint Eastwood, ver subir ao palco três dos meus quatro realizadores preferidos! Sim não é todos os dias que temos em palco o Coppola, O Spielberg e o Lucas a entregarem o Oscar ao também grande Martin Scorcese só faltava o falecido Stanley Kubrick… Assim como todo aquele frenesim à espera que Al Gore se aproveitasse da audiência para se candidatar à Presidência dos Estados Unidos, sim acho que por esses momentos e também pela expectativa de saber quem são os vencedores, sim acho que vale a pena, sim podem dizer que hoje passa os melhores momentos e com legendas, mas mesmo assim acho que existe mais emoção no dia e também é gratificante perguntarem-nos quem é que ganhou e nós sabermos, mas não porque lemos no matutino mas porque nos lembra-mos das caras dos vencedores e dos que ficaram pelo caminho.

Confesso que não tive muita oportunidade de ver muitos dos filmes nomeados, mas fiquei extremamente curioso com o Labirinto do Fauno, uma produção mexicana com muita qualidade e que arrecadou três oscares, direcção artística, caracterização e fotografia, The Departed (o grande vencedor da noite) ganhou quatro, argumento adaptado, edição, realizador e filme. As Cartas de Iwo Jima e Bandeiras dos Nossos Pais têm que ser vistos pois temos as duas versões da história e deve valer a pena!Se quiserem consultar a lista total dos vencedores está aqui: oscares

Espero que revejam a cerimónia hoje à noite porque vale a pena…

Agora é ter tempo para ver os filmes…

Danças Ocultas, do melhor que se faz em Terras de Portucale!

•Fevereiro 15, 2007 • 1 Comentário

Arievilo diz:

Danças Ocultas, do melhor que se faz em Terras de Portucale!

Para quem não conhece, Danças Ocultas (DO) são um grupo musical português formado 4 indivíduos. Têm uma característica particular..através da concertina, exploram, imaginam temas e cenários envolvendo-nos numa harmoniosa atmosfera…

O grupo tem um pequeno blog : dancasocultas.weblog.com.pt onde podemos ver imagens, mas o que realmente importa destacar é a musica deles..para mim é de uma originalidade fantástica, transportando-nos para os mais diversos espaços, desde o clima medieval, até uma boémia rua de Paris e claro não esquecendo a componente tradicional Portuguesa que está bem vincada em todo o repertório musical. Ao ouvir a Concertina, parece que tem vontade própria e criaram um instrumento novo, uma concertina-baixo para elevar a sonoridade a um outro patamar..

Neste momento estão em Tour pela Holanda e Bélgica como podem comprovar no blog.

A sua discografia conta com 4 álbuns editados, que são:

Danças Ocultas, Ar, Travessa de Espera e Pulsar

Este grupo é de uma originalidade impressionante e realmente tradicional portuguesa, espero que gostem das musicas…

Muitos parabéns génio da musica para filmes!!!

•Fevereiro 8, 2007 • Deixe um Comentário

Arievilo diz:

Sim é verdade…o homem faz anos hoje! 75 e com muito para contar de certeza! Sim sou fã, adoro o trabalho daquele homem, é realmente fantástico que o diga o Spielberg, o Lucas, e claro se estivesse vivo o seu professor, outro gigante das bandas sonoras, o Bernard Herrmann!

Sim estou a falar do homem por detrás de Jaws, Indiana Jones, Star Wars, Super-Man, Schindler’s List, E.T., Close Enconters, Hook, Harry Potter, agora para os que realmente gostam: Hook, Saving Private Ryan, Minority Report, A.I., Memoirs of a Gueisha, Munich, War Of The Worlds, Stepmom, The Terminal, Catch Me If You Can (aka “Corre Se Me Apanhas” private joke), Jurassic Park, Amistad, JFK, Nixon, Far and Away, Home Alone, The Witches of Eastwick, 1941, Dracula, The Fury, The Towering Inferno, Jane Eyre, bem perdi a conta…

Bem foi à precisamente 75 anos em Floral Park, New York que o nosso amigo John Towner Williams nasceu, e nasceu um génio, com uma capacidade incrível de criar temas para personagens, imaginem o Indy sem o (ta ta ta taaaaa…ta taaaa ta) ou o nosso Jaws sem o (taaaaaaaaa tan, taaaaaa tan, tan tan tan tan), alguns exemplos para uma vida cheia de sonho, aventura, tristeza, alegria..

Mas por incrível que parece, este SR. só ganhou 5 vezes o Óscar (1971 – Fiddler on the Roof; 1975 – Jaws; 1977 – Star Wars, 1982 – E.T.; 1993 – Schindler’s List)! 4 Globos de Ouro, 2 Emmy Awards, 7 BAFTA’s, 18 Grammy Awards! E é a pessoa viva que mais nomeações tem na Academia…realmente se fosse realizador era ele que escolhia se ELE quisesse!

Os meus parabéns Jonhny e espero que nos faças sonhar muitos mais anos!!!